keiyaA apresenta ‘hooke’s law’

Descrição

Quando o sucesso finalmente chega e aumenta o número de possibilidades, quantos aguentam a pressão desse esticão? hooke’s law, o segundo álbum de keiyaA, é um conjunto de respostas e reflexões sobre essa questão, pensando de que formas a vida se altera e mantém a mesma quando se conquista a crítica, os seus pares e o mundo. Na sua estreia pela XL Recordings após ganhar balanço com milk thot, a cantora, produtora e multi-instrumentista de Chicago aplica as suas bases jazzísticas via educação paralela enquanto parte da geração hip-hop para dilatar as valências do r&b e soul que cria, adicionando auto-tune ou breaks de jungle à complexa e ambiciosa equação.

Antes, a vontade autoral levou-a do centro-oeste americano até à costa este: depois de ser a saxofonista em sessões com artistas emergentes nessa época como Mick Jenkins, Chance The Rapper, Noname ou Vic Mensa, Nova Iorque e a sua efervescente cena musical (mais concretamente nas intersecções entre o jazz, o rap e o experimental) capacitaram-na para finalmente se emancipar em 2020. Em Forever, Ya Girl foi à procura do respeito de produtores como Madlib ao mesmo tempo que lutava contra a possibilidade de ser despejada; com uma SP-404 e um microKORG no seu arsenal, o som transformou-se numa visão concreta de resquícios que o Loop Digga, Erykah Badu ou Solange deixaram na atmosfera.

Se nos seus discos se rodeia sobretudo de si mesma (a excepção é a rapper RahRah Gabor em “this time”), o espírito comunitário revela-se de outras maneiras fora disso: produziu três temas de weight of the world, álbum de MIKE, remisturou faixas de Nubya Garcia, Nilüfer Yanya, Bartees Strange ou Kokoroko e adicionou alma em canções de Armand Hammer, Maxo, Loraine James, E L U C I D ou Mount Kimbie. São escavações interiores e exteriores em aventuras vanguardistas na companhia de alguns protagonistas da música electrónica e do rap menos convencional de diferentes continentes.

O desconcertado intencional do álbum de estreia deu lugar a alguma rigidez (também ela com propósito) no segundo longa-duração: o setup (seja de maquinaria – Octatrack, sintetizadores modulares e Ableton – ou de estilo de vida) faz a música e é isso que escutamos no conjunto de 19 faixas, recordando-nos de que é uma contemporânea de Kelela, Yaya Bey e Erika de Casier sem que nos esqueçamos quem comunica connosco. Alguém que odeia senhorios (“i h8 u”) ou alguém que se quer divertir em boa companhia (“k.i.s.s”), por exemplo. Mas também alguém que estudou e mergulhou em partes das discografias de Kanye West (de 808s & Heartbreak), Nine Inch Nails, Aaliyah, Brandy, Air, Michael Jackson ou a brasileira Fernanda Dias.

Informação do Local

Galeria Zé dos Bois

Rua
Rua da Barroca 59
Cidade
1200-049 Lisboa
Concelho
Lisboa
País
Portugal
Url
https://zedosbois.org/

A Galeria Zé dos Bois (ZDB) é uma Associação cultural sem fins lucrativos, criada por iniciativa civil em 1994. Um centro cultural de 2500 m2 localizado no centro do Bairro Alto, no antigo Palácio Baronesa de Almeida. Enquanto estrutura de criação, produção e promoção para a arte contemporânea, a ZDB instiga a pesquisa e investigação nas artes visuais e performativas e também na imagem e na música. Anualmente, a ZDB apresenta exposições que produz, e acolhe/co-produz mais de 150 outros projectos artísticos, incluído residências, acções educativas, apresentações de teatro, dança e música, numa programação eclética.

Contactos

Associação de Moradores
Somos Bairro Alto


Tv. da Água da Flor, 46 - 1º
1200-011 Lisboa

Tel. (+351) 920 622 458 (chamada para rede móvel nacional)

somosbairroalto@gmail.com

Siga-nos no Facebook